Equipamentos de Rede – Repetidores, Hubs, Switch e Roteadores.

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Inicialmente, os computadores eram interligados através de linhas seriais, o que exigiam interfaces multi-seriais. Eram comuns os computadores possuírem interfaces de 8, 16, 32 pontos.

A conexão, apesar de lenta, respeitava o conceito de mainframe e terminais remotos. A redução dos tamanhos e integração dos componentes permitiram uma redução significativa no consumo de energia. Assim, os equipamentos cujas tarefas eram desempenhadas por computadores foram substituídos por equipamentos altamente dedicados e muito menores.

REPETIDORES:

São equipamentos que condensam em um único ponto de uma rede principal todos os equipamentos do segmento adjacente. Há duas formas de utilização deste tipo de equipamento: Expansão Pontual e Expansão Sequencial.

Na Expansão Pontual, abaixo, os repetidores são instalados na linha principal criando “ramos” secundários. O comprimento entre extremos são limitados conforme o tipo de repetidor: LOCAL e REMOTO.

Na Expansão Sequencial, a linha principal é estendidas tendo como elos de conexão os REPETIDORES.

A especificação de tais equipamentos devem acatar o tipo de protocolo físico e a velocidade adotada na rede. Exemplo de protocolo Físico: padrão ETHERNET, IEE802.2, IEE802.3, etc.

Alguns repetidores possuem “alguma” inteligência pois são capazes de isolar o segmento com problemas (por exemplo, que apresentam um alto nível de colisão) do(s) segmentos adjacentes.

Repetidores mais antigos (ou mais baratos) não possuem este tipo de recurso.
Os repetidores também são usados na conversão do meio físico: BNC (coaxial) <-> UTP (par-trançado), BNC <-> AUI, BNC <-> FOIL (Fibra-Ótica), AUI <-> FOIL, UTP <-> AUI, UTP <-> FOIL.

Com a evolução dos equipamentos, novos Cursos de TI surgiram para suprir as necessidades da era da informação.

 

HUBS:

Pode-se, praticamente, comparar HUB a um conjunto e repetidores dotados de conversões de meio físico com vários pontos de entrada/saída ou “portas”.

Nos HUBS, o sinal elétrico presente numa das portas é transferido para todas as outras portas. Da mesma forma que os REPETIDORES, os HUBS podem isolar as portas com problemas de colisão ou defeitos de conectorização, sem prejuízo no funcionamento das outras portas. Um HUB, portanto, é um equipamento que trabalha repetindo sinais do meio físico.

Dizemos que um HUB é do tipo CASCATEÁVEL quando unimos dois HUBS através de portas especiais ligadas diretamente aos circuitos ou barramentos internos. Quando um HUB é dito NÃO-CASCATEÁVEL este conector não está disponível, mas nada impede de ligarmos um HUB ao outro usando uma porta de cada HUB.

Cascatevável ou não, pode-se interligar até 3 HUBS. Após este número os atrasos são significativos degradando demasiadamente o desempenho da rede.

 

SWITCH-HUBS

Um switch-hub é um HUB dotado de inteligência pois trabalha em um nível acima, ou seja, a nível de link. O Switch-Hub é capaz de identificar as máquinas que estão ativas (ligadas) às suas portas. Os pacotes, contendo os endereços MAC (ex: endereços ethernet 00:20:1F:3C:4A:21 ou nível de LINK ) do destino e do remetente localizados num mesmo segmento, trafegam sem interferir nos outros segmentos.

A passagem de um segmento para outro só ocorre quando o endereço de destino não pertence a aquele segmento, atravessando o Switch-hub. Isto quer dizer que este equipamento retém aqueles endereços em memória e os analisa, buscando a porta que detém o endereço de destino.

Para conhecer/atualizar os endereços das máquinas, os Switch-Hubs enviam periodicamente pacotes especiais conhecidos como broadcast. Ao receberem tais pacotes as interfaces dos outros equipamentos ligados ao segmento de rede respondem com pacotes que contém seus respectivos endereços, os quais comporão as tabelas internas do Switch-Hub.

O número de portas varia conforme o fabricante do equipamento alterando sensivelmente o custo do produto.

 

SWITCH-ROUTERS

Estes equipamentos são Swicth-Hubs dotados de software capazes de analisar o protocolo de rede ativo (IP, IPX, NETBEUI), ou seja ao nível de rede, com ajuda de um roteador.

As tabelas internas além de possuírem os endereços ethernet também possuem os endereços correspondentes ao protocolo de rede. Isto garante maior flexibilidade quanto ao tráfego dos pacotes.
Por isto, é um produto ainda mais caro que os Switch-HUBs para um mesmo número de portas.

 

PONTES (ou BRIDGES)

As bridges são equipamentos mais antigos e assemelham-se aos Switch-Routers quanto ao funcionamento, porém as bridges apresentam um número de portas muito pequeno (4 portas).

 

ROTEADORES

Os roteadores são equipamentos sofisticadíssimos em termos de software. Além de desempenhar a mesma tarefa dos outros equipamentos já descritos, ele admite filtragem de pacotes tanto pelo protocolo de rede (Ex: IP) quanto a nível do protocolo de transporte (TCP, UDP, etc).

Isto garante uma grande flexibilidade no controle do tráfego de pacotes/datagramas, possibilitando o acoplamento direto entre classes de redes diferentes e de multi-protocolo.
Facilmente encontramos Roteadores desempenhando tarefas de verdadeiros GATEWAYS.

 

GATEWAYS

São máquinas ou equipamentos capazes de desempenhar tarefas de roteamento (ver roteadores) chegando a converter o tipo de protocolo em qualquer nível do modelo OSI. Por exemplo: Considere dois segmentos de redes que executam protocolos diferentes: IP, no segmento 1 e IPX no segmento 2. Imaginem, agora, um pacote chegando ao GATEWAY pela rede 1.

Este pacote não tem como prosseguir para a rede 2 sem que a máquina GATEWAY realize a conversão de protocolos. Com a conversão, ou mesmo o encapsulamento, de protocolos por uma máquina GATEWAY, os pacotes da tanto da Rede 1 quanto da rede 2 tem livre transito pelas duas redes, podendo, inclusive, extrapolar os limites destas redes locais.
Nas máquinas GATEWAY podem ocorrer desde a conversão real do protocolo até o encapsulamento de um protocolo sobre o outro. Um exemplo disto são os recursos de PPTP (Point to Point Tunelling Protocol), DECnet/IP, IPX/IP, NETBIOS/IP e, atualmente, IPv6/IPv4.

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